FAQ2017-05-10T13:30:29+00:00

Dúvidas Frequentes

O nefrologista é um médico, que ao terminar o curso de seis anos de graduação em medicina, faz dois anos de residência em clínica médica e em seguir mais dois anos na área de nefrologia. Está capacitado para atender pacientes com nefropatias, glomerulonefrites, cálculos renais, hipertensão arterial, insuficiência renal crônica e aguda.
Insuficiência Renal é um termo que designa uma situação de falência da função renal, ou seja, os rins não conseguem filtrar adequadamente o sangue, ocorrendo um acúmulo, necessita tratamento através de diálise. A Insuficiência Renal pode ser Aguda ou Crônica.
Nem sempre, depende da situação, muitas vezes é ao contrário, existe restrição ao consumo de água ou líquidos.
O Urologista é um médico com formação cirúrgica, é o cirurgião que atua sobre cirurgias em rins, bexiga urinária, próstata, retirada cirúrgica de cálculos, etc. O Nefrologista tem formação clínica. As duas especialidades se complementam e trabalham em conjunto.
A formação de cálculos ou “pedras nos rins” é fundalmentalmente um fenômeno de cristalização, que depende da concentração de diversas substâncias na urina. Acomete em torno de 3 a 7%¨da população em geral e sua origem deve ser investigada pelo médico, pois pode estar ligada a doenças sistêmicas ou alterações do próprio rim.

A forma mais simples de prevenir os cálculos é beber muitos líquidos, como água e sucos, principalmente em épocas de calor, com atividade física ao ar livre. Evitar excesso de café, chá preto, sal e carne. Não se deve parar de tomar leite ou derivados sem orientação médica, após diagnóstico da causa.

As causas mais frequentes são: Hipertensão Arterial (pressão alta), Diabetes Mellitus e Glomerulonefrites.
Não só é possível como é o mais frequente. Se um dos dois rins funciona normalmente, não há retenção de substâncias, pois a função de um rim é capaz de manter o organismo em equilíbrio. Tanto é assim que uma pessoa pode doar um rim e continuar com vida normal.
O Diabetes Mellitus é uma das causas mais frequentes de doença renal, podendo levar inclusive a necessidade de diálise e transplante renal. A prevenção da doença renal no paciente com diabetes deve ser baseada em controle do diabetes e da pressão arterial.

Os pacientes Diabéticos, principalmente se também tiverem pressão alta, devem fazer controles regulares da função renal, além de exame de urina para verificar se existe perda de proteína na urina. A perda de proteína na urina (também chamada de proteinúria), é um importante marcador de risco para ter doença renal. Pacientes diabéticos com proteinura devem ser acompanhados com mais cuidado.

Não é impressão, não. Realmente está ocorrendo um aumento muito importante de pacientes com Insuficiência Renal Crônica, que necessitam diálise e transplante renal. É um fenômeno global, e se atualmente existem ao redor de um milhão e meio de pessoas em diálise ou com rim transplantado, as estimativas são de que chegaremos a três milhões em 2014. Existe uma epidemia de Insuficiência Renal provocada principalmente pelos seguintes motivos:

a) Aumento da longevidade da população: No mundo todo e também no Brasil, a expectativa de vida da população está aumentando muito, de modo que mais pessoas estão expostas às doenças crônicas.

b) Aumento da incidência de obesidade: Mudanças na dieta, diminuição da atividade física estão aumentando peso médio da população, inclusive entre crianças e adolescentes.

c) Aumento da incidência de Diabetes Mellitus tipo 2: Aqui também tem muita influência o aumento de peso, a dieta rica em açúcar e gordura, o sedentarismo.

d) Aumento da sobrevida de pacientes com arteriosclerose grave, possibilitando aparecimento de doenças renais.

A Hipertensão Arterial Sistêmica, a “pressão alta”, é uma das causas mais importantes de insuficiência renal. O diagnóstico precoce do problema renal é fundamental para fazer a prevenção. Deve-se fazer uma análise da creatinina sérica e da proteína na urina. Creatinina elevada e perda de proteína na urina são sinais de doença renal.

Recomendamos que pacientes de risco para desenvolver doença renal tenha análises periódicas da creatinina e da proteína na urina.

Creatinina é uma substância produzida pelo metabolismo normal do ser humano, a partir da creatina, que é uma proteína dos músculos. A creatina é eliminada pelos rins normais, e o aumento do nível de creatina no sangue é um sinal de piora da função renal.

Do mesmo modo que um paciente com diabetes e pressão alta sabe o nível de colesterol e açúcar no sangue, ele deveria saber também como anda seu nível de creatinina.

Se você tem Diabetes ou Pressão Alta, pergunte ao seu médico na próxima consulta como anda seu nível de creatinina.

Para tratamento de pacientes portadores de Insuficiência Renal Crônica, existem fundamentamente dois tipos de Diálise.

a) Hemodiálise: É um processo realizado na clínica de diálise, geralmente três vezes por semana, na qual ocorre uma filtragem do sangue, através de uma máquina de Hemodiálise. A maioria dos pacientes no Brasil é submetida a este tipo de diálise.

b) Diálise peritoneal: Aqui, a filtragem do sangue ocorre através de uma membrana, chamada peritônio, daóí o nome peritoneal, que protege os órgãos do abdômen. Esta diálise é realizada geralmente na casa do paciente, pelo próprio paciente ou familiar, após treinamento na clínica de diálise, sob supervisão da Enfermagem e do Médico.

As duas modalidades são equivalentes na eficiência, e a opção entre um e outro método deve levar em conta aspectos Técnicos, avaliados pelo Médico e Enfermeira, além de aspectos Sociais e Psicológicos.